REGIMENTO GERAL CENTRO PAULA SOUZA

DOE 19-12-2006, pág. 37/38 Seção I,

DELIBERAÇÃO CEETEPS N.º 07, DE 15 DE DEZEMBRO DE 2006.

Aprova o Regimento Unificado das Faculdades de Tecnologia do Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza.

DOE 19-12-2006, Seção I, Pasta ZF(D)

O Conselho Deliberativo do Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza – CEETEPS, à vista do aprovado na 409ª Sessão, de 15/12/2006, expede a presente DELIBERAÇÃO:

Artigo 1º – Fica aprovado o Regimento Unificado das Faculdades de Tecnologia do Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza, anexo a esta Deliberação.

Artigo 2º – Esta Deliberação entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

JOÃO CYRO ANDRÉ
Presidente do Conselho Deliberativo

REGIMENTO UNIFICADO DAS FACULDADES DE TECNOLOGIA DO CENTRO DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA PAULA SOUZA

TÍTULO I

Da Faculdade e seus Objetivos

Artigo 1º – A Faculdade de Tecnologia, Unidade de Ensino Superior do Centro Estadual de Educação Tecnológica “Paula Souza” (CEETEPS) regerse-á por este REGIMENTO para a consecução de seus objetivos, observado o estabelecido pelo Regimento do CEETEPS e pela legislação vigente.

Artigo 2º – A Faculdade de Tecnologia tem por objetivos:

I – ministrar cursos superiores de tecnologia;
II – formar pessoal docente destinado ao ensino técnico e ao ensino tecnológico;
III – desenvolver e promover a cultura e a tecnologia por meio do ensino e da pesquisa;
IV – estender à comunidade outras atividades de ensino não contempladas pelos itens acima, serviços especiais e resultados de pesquisas.

TÍTULO II

Da Administração da Faculdade

Capítulo I

Dos Órgãos

Artigo 3º – A Faculdade é formada pelos seguintes órgãos:

I – Congregação;
II – Diretoria;
III – Departamentos ou Coordenadorias de Cursos;

Capítulo II

Da Congregação

Artigo 4º – A Congregação é o órgão de supervisão do ensino, da pesquisa e da extensão de serviços à comunidade da Faculdade, obedecidas as diretrizes gerais da política educacional do CEETEPS, e tem a seguinte constituição:

I – O Diretor, seu Presidente nato;
II – O Vice-Diretor;
III – Os Chefes de Departamento ou Coordenadores de Cursos
IV – até 5 (cinco) Professores Plenos;
V – até 3 (três) Professores Associados;
VI – até 2 (dois) Professores Assistentes;
VII – até 1 (um) Professor Auxiliar;
VIII – representantes do corpo técnico administrativo até 20% do total de membros;
IX – representantes discentes até 20% do total de membros;
X – Um representante da comunidade externa.

§ 1º – Os representantes de que tratam os incisos IV a VIII serão eleitos por seus pares para um mandato de dois anos, não podendo ser eleito, na mesma categoria, mais de um representante por Departamento ou por Coordenadoria de Curso, conforme a organização da Unidade;
§ 2º – A duração do mandato da representação discente será de um ano;
§ 3º – Nas eleições de que trata o § 1º serão escolhidos também os suplentes dos referidos representantes;
§ 4º – Os representantes mencionados nos Incisos IV a IX perderão seu mandato se faltarem a duas sessões consecutivas ou a quatro alternadas, por ano de mandato, sem motivo considerado justo pela congregação;
§ 5º – Em qualquer caso, os docentes ocuparão pelo menos 70% dos assentos do colegiado.

Artigo 5º – Cabe à Congregação:

I – expressar as diretrizes que conduzam à consecução dos objetivos da Faculdade;
II – Avaliar os resultados das atividades da Faculdade e propor medidas que levem ao seu contínuo aperfeiçoamento;
III – elaborar e propor ao Conselho Deliberativo, através da Superintendência, as modificações deste Regimento, aprovadas pela maioria absoluta de seus membros;
IV – elaborar seu Regimento Interno;
V – Aprovar o regimento de cada Departamento ou Coordenadoria de Curso e o Regimento da Câmara de Ensino para encaminhamento ao Conselho Deliberativo, através da Superintendência;
VI – Aprovar a proposta orçamentária elaborada pela Diretoria para encaminhamento ao Conselho Deliberativo através da Superintendência.
VII – propor ao Conselho Deliberativo, através da Superintendência:

a. criação, suspensão ou extinção de cursos de graduação, pós-graduação e extensão;
b. criação, transformação ou extinção de Departamento ou Coordenadorias de Cursos e de disciplinas;
c. concessão de prêmios, dignidades e graus de qualificação profissional;
d. alteração de ementas ou cargas horárias das diversas disciplinas;
e. normas para reconhecimento da experiência profissional para fins de contratação e acesso dos docentes, ou as alterações necessárias;
f. número de vagas oferecidas nos cursos de graduação e pós-graduação.

VIII – propor à Superintendência:

a. realização de cursos de graduação, pós-graduação e extensão;
b. contratação de docentes;
c. pena de demissão aos membros do corpo docente.

IX – Estabelecer e aprovar normas para assuntos da vida acadêmica;
X – julgar da equivalência de programas para fins de revalidação de diplomas, ouvidos os Departamentos ou Coordenadorias de Curso competentes;
XI – julgar os pedidos de transferência de alunos, ouvidos os Departamentos ou Coordenadorias de Curso competentes;
XII – apreciar os projetos de criação ou extinção de cursos de graduação, sempre que sejam destinados ou pertençam à Faculdade;
XIII – apreciar o relatório anual da Faculdade, apresentado pelo Diretor;
XIV – manifestar-se sobre assuntos que sejam submetidos à apreciação por órgãos superiores;
XV – dar parecer sobre matéria que lhe for encaminhada pelo Diretor;
XVI – resolver, em grau de recurso, os casos de sua competência, que lhe forem submetidos;
XVII – nomear Comissões para estudar assuntos específicos;
XVIII – coordenar e aprovar as propostas para sistematização e atualização da estrutura curricular;
XIX – constituir os conjuntos de disciplinas afins dos cursos ministrados;
XX – coordenar e aprovar os programas das disciplinas, de pesquisa e de prestação de serviços à comunidade;
XXI – aprovar as indicações de professores para realização de cursos especiais;
XXII – designar os membros da Comissão de Avaliação para julgamento dos candidatos à obtenção de grau de qualificação profissional;
XXIII – aprovar pareceres da Comissão de Avaliação para julgamento dos candidatos à obtenção de grau de qualificação profissional;
XXIV – conferir aos alunos formados, em sessão solene, o título correspondente ao curso de graduação concluído;
XXV – propor, coordenar e executar convênios e/ou contratos com instituições, para aprimoramento técnico de recursos humanos e prestação
de serviços

Artigo 6º – Nas reuniões da Congregação, o seu Presidente terá direito a
voto, além do de qualidade.

Artigo 7º – A Congregação reunir-se-á, ordinariamente, a cada 02 (dois)
meses e, extraordinariamente, quando convocada por seu Presidente ou
pela maioria da totalidade de seus membros.

§ 1º – Por ocasião da concessão de prêmios, dignidade, grau de qualificação
e da colação de grau dos formandos, as reuniões serão públicas e solenes;
§ 2º – As reuniões ordinárias deverão ser convocadas com antecedência
mínima de 07 (sete) dias e as extraordinárias de 24 (vinte e quatro) horas;
§ 3º – Caso haja impedimento para o Diretor e seu substituto legal presidirem
a reunião da Congregação, caberá a presidência ao membro de maior
titulação e mais antigo do corpo docente da Faculdade;
§ 4º – Poderão participar das reuniões da Congregação, com direito a voz,
mas não a voto, elementos por ela convidados.

Artigo 8º – A Congregação será assessorada por uma Câmara de Ensino,
formada por até 8 (oito) de seus membros e que se pronunciará sobre os
temas a ela encaminhados, subsidiando sua análise final pelo colegiado.

Parágrafo único – A Câmara de Ensino terá como membros o Vice-Diretor,
seu presidente nato, até seis docentes e um discente, escolhidos pela
Congregação.

Artigo 9º – Compete à Câmara de Ensino, quando solicitada:

I – opinar sobre criação, alteração, suspensão ou extinção de cursos,
departamentos, coordenadorias de cursos e de disciplinas;
II – analisar as propostas de ementas e seus objetivos, visando a integração
curricular;
III – emitir parecer sobre cursos de pós-graduação, especialização,
aperfeiçoamento e extensão;
IV – colaborar na supervisão dos trabalhos de pesquisa e extensão de
serviços à comunidade, propostos pelos Departamentos ou Coordenadorias
de Curso;
V – fazer levantamento das necessidade de pesquisa e projetos para
aperfeiçoamento do ensino da Faculdade;
VI – opinar sobre o calendário escolar da Faculdade;
VII – opinar sobre o horário de aulas da Faculdade;
VIII – opinar sobre os programas e planos de ensino das disciplinas, bem
como sobre as cargas horárias correspondentes;
IX – estudar e dar parecer sobre integração de disciplinas e programas, bem
como sobre transferência de disciplinas entre Departamentos ou
Coordenadorias de Curso;
X – pronunciar-se sobre outros assuntos por solicitação da Congregação;
XI – realizar estudos relativos à organização e procedimentos acadêmicos;
XII – elaborar seu Regimento Interno.
Parágrafo único – À Câmara de Ensino é facultado realizar consultas no
âmbito da Faculdade, quando necessário.

Capítulo III

Da Diretoria

Artigo 10 – A Diretoria, órgão executivo encarregado de dirigir e coordenar
as atividades da Faculdade, será exercida pelo Diretor, auxiliado pelo Vice-
Diretor.

§ 1º – O Diretor e o Vice-Diretor serão escolhidos pelo Diretor
Superintendente do CEETEPS, com base em listas tríplices, uma para cada
função, elaboradas pela Congregação;
§ 2º – Poderão compor a lista tríplice Professores Associados ou Plenos com
o titulo de Doutor, obtido em programas reconhecidos ou recomendados na
forma da lei, que sejam contratados por prazo indeterminado, que
desempenhem ou aceitem desempenhar 40 (quarenta) horas semanais e
com pelo menos 3 (três) anos de atividade docente no CEETEPS;
§ 3º – As listas para a escolha de Diretor e Vice-Diretor serão elaboradas até
1 (um) mês antes do término dos mandatos em vigor;
§ 4º – A critério da Congregação, poderá ser realizada consulta prévia à
comunidade, prevalecento a votação uninominal e o peso de, no mínimo,
70% do pessoal docente em relação às demais categorias;
§ 5º – Os mandatos do Diretor e do Vice-Diretor serão coincidentes e com
duração de 4 (quatro) anos, permitida uma única recondução consecutiva,
realizada nos mesmos moldes por proposta da Congregação à
Superintendência do CEETEPS;
§ 6º – O Vice-Diretor substituirá o Diretor em seus impedimentos ou faltas;
§ 7º – Na falta ou impedimentos eventuais do Diretor e do Vice-Diretor, a
substituição far-se-á pelo membro da Congregação com o título de Doutor e
tenha mais tempo de atividades docentes no CEETEPS;
§ 8º – No caso de vacância do cargo de Diretor, o Vice-Diretor assumirá a
direção até o término do mandato, caso o mesmo já esteja em sua segunda
metade; caso contrário terá um prazo de 30 (trinta) dias para convocar a
Congregação para a elaboração de nova lista tríplice;
§ 9º – Nas unidades que não oferecem mais de 2 (dois) cursos de graduação
a vice-diretoria será exercida pelo Coordenador de Curso com maior tempo
de CEETEPS, desde que o mesmo tenha o título de Doutor. Caso contrário,
a Congregação indicará um docente titulado para exercer a função.

Artigo 11 – Além das atribuições que lhe foram conferidas por lei, compete
ao Diretor:

I – administrar a Faculdade;
II – representar a Faculdade em atos públicos e acadêmicos;
III – zelar pelo cumprimento do regime de trabalho do corpo docente, técnico
e administrativo;
IV – exercer o poder disciplinar no âmbito da Faculdade;
V – zelar pelo fiel cumprimento deste Regimento, bem como das Portarias
decorrentes de deliberações da Congregação;
VI – zelar pela fiel execução do regime didático, do horário, do calendário
escolar e dos planos de ensino;
VII – convocar e presidir reuniões da Congregação;
VIII – estabelecer a pauta dos trabalhos das sessões dos Órgãos
Colegiados que preside;
IX – executar e fazer executar as resoluções da Congregação;
X – tomar, em situações especiais, as medidas que se fizerem necessárias
ad referendum da Congregação, devendo ser providenciada, no prazo
máximo de 3 (três) dias, a convocação de reunião extraordinária;
XI – elaborar, anualmente, a proposta orçamentária da Faculdade,
submetendo-a à aprovação da Congregação;
XII – autorizar as despesas por adiantamentos recebidos;
XIII – encaminhar à Congregação as propostas de contratação, dispensa,
transferência e comissionamento dos membros do corpo docente, técnico e
administrativo;
XIV – orientar a integração dos membros do corpo docente, técnico e
administrativo recém-contratado.
XV – aprovar a escala de férias do pessoal docente, técnico e administrativo
da Faculdade;
XVI – conferir graus, assinar diplomas, títulos e certificados escolares;
XVII – designar comissões especiais, temporárias ou permanentes, bem
como grupos de trabalho para assessoria específica;
XVIII – indicar e divulgar, anualmente, a escala dos substitutos de seus
colaboradores imediatos;
XIX – organizar e superintender as atividades de todas os órgãos
administrativos;
XX – autorizar as publicações sempre que estas envolvam responsabilidade
da Faculdade.
XXI – encerrar os termos de matrícula e de inscrição para concursos;’
XXII – encaminhar, anualmente, à Congregação e aos órgãos superiores,
relatório completo das atividades da Faculdade;
XXIII – encaminhar à Superintendência do CEETPS as propostas de
contratação dos membros do corpo técnico e administrativo;
XXIV – exercer quaisquer outras atribuições que lhe forem conferidas por
delegação superior.

Artigo 12 – Cabe ao Vice-Diretor:

I – desempenhar funções por delegação do Diretor;
II – presidir a Câmara. de Ensino;
III – exercer todas as atribuições do Diretor quando o substituir, bem como
no caso de vacância da Direção;
IV – assessorar o Diretor no exercício de suas funções.

Capítulo IV

Dos Departamentos ou Coordenadorias de Curso

Artigo 13 – O Departamento ou Coordenadoria de Curso é a menor fração
da estrutura da Faculdade para todos os efeitos de organização
administrativa, didático-científica e de distribuição de pessoal,
compreendendo disciplinas afins.

Artigo 14 – A relação dos Departamentos ou Coordenadorias de Curso e
das disciplinas que os constituem será definida pela Congregação e
constará dos Anexos deste Regimento.

Artigo 15 – São membros dos Departamentos ou das Coordenadorias de
Curso:

I – os docentes das disciplinas que o integram;
II – os auxiliares de magistério;
Parágrafo único – nos colegiados, deverá ser contemplada representação
discente e do corpo de funcionários técnico-administrativos, nos termos da
legislação vigente.

Artigo 16 – Os Departamentos ou Coordenadorias de Curso reger-se-ão por
Regimento Interno, elaborado pelos mesmos e aprovado pela Congregação.

Artigo 17 – A cada Departamento ou Coordenadoria de Curso vincular-se-á
uma Secretaria, cuja constituição será regulamentada pelo seu Regimento

Artigo 18 – Os Departamentos serão dirigidos por um Chefe, escolhido
pelo Diretor da Unidade, mediante lista tríplice elaborada pelos docentes do
Departamento, composta preferencialmente pelos docentes de maior
titulação.

§ 1º – Em seus impedimentos, o Chefe de Departamento será substituído
pelo seu suplente, eleito na forma e com mandato igual ao do Chefe.
§ 2º – O mandato do Chefe de Departamento será de 2 (dois) anos,
vedadas duas reconduções consecutivas.
§ 3º – Verificada a vacância das funções de Chefe e de Suplente, o
Professor mais titulado e mais antigo do Departamento assumirá a Chefia e
convocará, no prazo máximo de 30 (trinta) dias, os integrantes do
Departamento para a elaboração da lista tríplice.
§ 4º – No caso da estruturação se dar mediante uma coordenadoria de
curso, as funções de chefe de Departamento serão exercidas por um
Coordenador, eleito da mesma forma prevista e com as mesmas atribuições.

Artigo 19 – Compete ao Departamento ou Coordenadoria de Curso:

I – ministrar o ensino básico e profissional, constante dos currículos de
graduação, organizando os programas e planos de ensino correspondentes;
II – propor e/ou ministrar cursos de pós-graduação, especialização,
aperfeiçoamento e extensão universitária;
III – organizar o trabalho docente e discente, aprovando semestralmente as
atribuições de aulas dos professores e horário de trabalho de seus
auxiliares;
IV – organizar e administrar os Núcleos, os Laboratórios, as Oficinas, ou
outros órgãos didáticos;
V – analisar os planos de pesquisas e de prestação de serviços à
comunidade, elaborados por seus integrantes, emitir parecer e após
aprovação pelos órgãos competentes e fiscalizar o seu desenvolvimento;
VI – propor à Congregação a distribuição, entre seus docentes, respeitadas
suas especialidades, dos encargos de pesquisa e extensão, bem como o de
outras atividades acadêmicas;
VII – dispor quanto às atividades dos Instrutores e Auxiliares de Docentes;
VIII – propor à Diretoria da Faculdade a contratação ou substituição,
inclusive por prazo determinado, do pessoal docente e de auxiliares de
magistério;
IX – opinar sobre pedidos de afastamento e comissionamento de membros
do corpo docente e de auxiliares de magistério integrantes do Departamento
ou Coordenadoria de Curso;
X – promover a prestação de serviços à comunidade e ao poder público ;
XI – pronunciar-se sobre o aproveitamento de estudos dos alunos
transferidos e diplomados;
XII – manifestar-se quanto aos programas de disciplinas, de outros
Departamentos ou Coordenadorias de Curso que se correlacionem com
suas atividades;
XIII – estudar e sugerir propostas para a sistematização e atualização da
estrutura curricular;
XIV – propor aos órgãos competentes a realização de cursos e simpósios
para reciclagem do pessoal docente e auxiliares de magistério;
XV – propor a abertura de seleção publica para as vagas de professor
assistente comunicada pelo Responsável por Disciplina;
XVI – elaborar a previsão orçamentária do Departamento ou Coordenadoria
de Curso, ouvidos os responsáveis por disciplinas, segundo diretrizes
emanadas da Diretoria;
XVII – elaborar e submeter a Congregação proposta de Regimento que lhe
permita desempenhar especificamente suas funções;
XVIII – apresentar à Congregação o seu plano de trabalho para o ano letivo;
XIX – exercer as demais atividades que lhe sejam atribuídas em lei e neste
Regimento;
XX – praticar qualquer ato de sua competência, por delegação dos órgãos
superiores;
XXI – propor o número de vagas para matrícula nas disciplinas do
Departamento ou Coordenadoria de Curso;
XXII – desenvolver planos de pesquisas, após a aprovação pelos órgãos
competentes do CEETPS

Artigo 20 – São atribuições do Chefe de Departamento ou do Coordenador
de Curso:

I – administrar e representar o Departamento ou Coordenadoria de Curso
junto aos órgãos e autoridades da Faculdade;
II executar e fazer cumprir as determinações dos órgãos deliberativos e
executivos superiores, bem como as decisões tomadas pelo Departamento
ou Coordenadoria de Curso;
III – convocar e presidir as reuniões e eleições do Departamento ou
Coordenadoria de Curso, encaminhando à Diretoria suas decisões,
pareceres e sugestões;
IV – supervisionar e coordenar a execução das atividades programadas,
bem como a assiduidade dos docentes e membros do corpo técnico e
administrativo do Departamento ou Coordenadoria de Curso;
V – promover entendimentos com os demais órgãos da Unidade para o
pleno desenvolvimento dos cursos e programas;
VI – apresentar, anualmente, à Diretoria da Faculdade, relatório das
atividades didáticas, curriculares e extracurriculares, de pesquisa e de
prestação de serviços à comunidade;
VII – encaminhar à Diretoria as propostas de contratação ou dispensa de
pessoal docente, auxiliares de magistério e administrativo;
VIII – presidir a elaboração das listas tríplices para escolha da Chefia do
Departamento ou Coordenadoria de Curso e sua suplência
IX – levar ao conhecimento da Diretoria da Faculdade as irregularidades
cuja solução não seja de sua competência;
X – encaminhar à Diretoria a previsão orçamentária para o ano seguinte;
XI – exercer as demais atribuições previstas em lei e neste Regimento.
Artigo 21 – Deverão ser previstas reuniões ordinárias a cada 2 (dois) meses
podendo, quando convocado pelo Chefe, Coordenador quando for o caso,
ou pela maioria de seus membros, realizar-se reunião extraordinária.
Parágrafo único – O comparecimento às reuniões é entendido como
atividade própria da docência e, como tal, obrigatório.

Artigo 22 – Os Departamentos ou Coordenadorias de Curso poderão
constituir Núcleos de Estudos e Pesquisas Tecnológicas, a fim de
desenvolver pesquisas e prestar serviços à comunidade e ao poder público.

Artigo 23 – A disciplina ou um grupo de disciplinas afins terá um
responsável, Professor Pleno, Associado ou Assistente, que a(s)
supervisionará e por ela(s) responderá.

Parágrafo único – O responsável por disciplina ou grupo de disciplinas será
indicado anualmente, sendo escolhido dentre os professores pertencentes à
disciplina ou grupo de disciplinas afins.

Artigo 24 – Compete ao responsável por disciplina ou grupo de disciplinas:

I – organizar e manter atualizados os programas e planos de ensino
correspondentes, encaminhando-os ao Departamento ou Coordenadoria de
Curso;
II – colaborar na administração dos laboratórios e oficinas ligados à
disciplina ou grupo de disciplinas;
III – estudar planos de pesquisas atinentes a disciplina ou grupo de
disciplinas;
IV – dispor quanto às atividades dos Instrutores e Auxiliares de Docente,
bem como sobre seu horário de trabalho, devendo encaminhá-los à Chefia
do Departamento ou ao Coordenador do Curso para aprovação;
V – propor à Chefia do Departamento ou ao Coordenador do Curso a
contratação do pessoal docente e auxiliares de magistério;
VI – apresentar à Chefia do Departamento ou ao Coordenador do Curso o
plano de trabalho para o ano letivo e o relatório anual das atividades
correspondentes;
VII – propor, antes do início do período letivo, aos professores da disciplina
ou grupo de disciplinas as aulas que serão ministradas por eles e
encaminhar a relação correspondente para aprovação;
VIII – representar a disciplina ou grupo de disciplinas nas reuniões do
Departamento ou Coordenadoria de Curso, perdendo seu mandato, sem
direito a recondução, caso falte a 2 (duas) reuniões consecutivas, ou 3 (três)
alternadas no ano, sem motivo considerado justo pelo colegiado.
IX Julgar os pedidos de dispensa de disciplina por aproveitamento de
estudos.

Capítulo V

Dos serviços administrativos

Artigo 25 – Os serviços administrativos da Faculdade terão sua estrutura
organizacional fixada em documento próprio.

TÍTULO III

Do Ensino, da Pesquisa e da
Extensão dos Serviços à Comunidade

Capítulo I

Do Ensino

Seção I

Dos Cursos

Artigo 26 – A Faculdade ministrará o ensino a partir dos seguintes cursos:

I – de Graduação, destinados à formação de Tecnólogos e de professores
do ensino profissionalizante em seus vários ramos, graus e ciclos;
II – de Pós-Graduação, destinados ao aprimoramento técnico-profissional,
cultural e científico dos diplomados em cursas de Graduação;
III – de especialização, destinados a graduados e com o objetivo de
aprofundar os conhecimentos em disciplinas ou área restrita do saber;
IV – de aperfeiçoamento, destinados a graduados e com o objetivo de
ampliar conhecimento em matéria ou conjunto de disciplinas, atualizando e
aprimorando conhecimentos ou técnicas de trabalho;
V – de Extensão Universitária, destinados a difundir conhecimentos e
técnicas para a comunidade em geral.

Artigo 27 – Os cursos referidos no inciso I do artigo anterior, as respectivas
estruturas curriculares, a duração mínima e o tempo de integralização de
cada currículo constarão dos Projetos Pedagógicos dos cursos.

Artigo 28 – As disciplinas dos cursos de graduação serão distribuídas por
períodos letivos semestrais e constarão dos Projetos Pedagógicos dos
cursos.

Artigo 29 – A critério da Congregação, mediante parecer da Câmara de
Ensino, poderão ser oferecidas disciplinas suplementares com a finalidade
de enriquecimento curricular.

Artigo 30 – Os programas e cursos de pós-graduação e de extensão terão
sua sistematização definida pela Congregação, após manifestação da
Câmara de Ensino e em conformidade com a legislação sobre o assunto.

Artigo 31 – O ensino poderá ser desenvolvido por atividades curriculares
tais como, aulas teóricas e práticas, pesquisas, trabalhos de campo, estudos
individuais e em grupo, estudos dirigidos e outras.

§ 1º – as atividades curriculares poderão abranger estágios
supervisionados, trabalhos de conclusão de curso, estágios de pesquisa e
outras previstas pela Câmara de Ensino e aprovadas pela Congregação;
§ 2º – os trabalhos escolares poderão ser ampliados com a inclusão de
atividades para a recuperação do aproveitamento.

Artigo 32 – O plano de ensino referente a cada disciplina será revisado
anualmente e deverá conter:

I – nome da disciplina ou atividade;
II – carga horária;
III – objetivos;
IV – ementa;
V – conteúdo programático;
VI – metodologia de desenvolvimento;
VII – critérios de avaliação
VIII – bibliografia básica e complementar.
Parágrafo único – Caberá à Câmara de Ensino encaminhar parecer relativo
aos planos de ensino à Congregação.

Seção II

Do Processo Seletivo – Vestibular

Artigo 33 – A admissão aos cursos superiores de graduação será feita
mediante classificação em Processo Seletivo – Vestibular.

Artigo 34 – O Processo Seletivo – Vestibular reger-se-á por edital que fixará
os requisitos de inscrição, o número de vagas existentes nos diversos
cursos e modalidades, data, hora e local de realização das provas e os
critérios de aprovação e de classificação, obedecida a legislação sobre o
assunto.

Artigo 35 – O Processo Seletivo – Vestibular terá validade apenas para o
período a que for destinado.

Seção III

Da matrícula

Artigo 36 – Para a matrícula inicial em cursos de graduação exigir-se-á, no
mínimo:

I – requerimento dirigido ao Diretor da Faculdade;
II. a Classificação no concurso Vestibular do CEETEPS
III – cópia autenticada do certificado de conclusão do ensino médio ou
equivalente;
IV – cópia autenticada das provas de situação regular perante a Justiça
Eleitoral e Militar, quando for o caso;
Parágrafo único – a não apresentação da totalidade dos documentos
exigidos para a matrícula inicial, até a data fixada pela Secretaria,
desclassificará o candidato.

Artigo 37 – Os alunos classificados no Concurso Vestibular poderão
matricular-se em apenas 1 (uma) modalidade dos cursos da Faculdade.

Artigo 38 – Desde que resultem vagas após a matrícula dos candidatos
classificados no Concurso Vestibular, poderá ser aceita a matrícula de
portadores de diplomas de curso superior, até o limite de vagas proposto
para o curso.

Parágrafo único – No caso previsto no caput exigir-se-á também a
apresentação do diploma devidamente registrado.

Artigo 39 – A matrícula inicial será obrigatoriamente realizada em todas as
disciplinas do primeiro semestre da estrutura curricular do curso.

Artigo 40 – As matrículas subseqüentes à inicial deverão ser renovadas,
semestralmente, em épocas estabelecidas no calendário escolar.

§ 1º – As matrículas serão feitas por disciplinas, ou conjunto de disciplinas,
respeitados os pré-requisitos, os co-requisitos e a compatibilidade de horário
e o mínimo de 3 (três) disciplinas por período letivo.
§ 2º- Não se inclui no limite mínimo de 3 (três) disciplinas o aluno que
depender da aprovação de uma ou de duas disciplinas para integralização
curricular, ou não tenha condições regimentais para efetuar outras
disciplinas.

Artigo 41 – Por proposta da Diretoria da Faculdade ou da Câmara de
Ensino, a Congregação poderá baixar normas complementares referentes à
matrícula.

Seção IV

Do Trancamento, da Suspensão e Cancelamento de Matrícula

Artigo 42 – O trancamento de matrícula consiste na desistência, por parte
do aluno e no prazo estipulado pelo calendário escolar, da matrícula de
todas as disciplinas que está cursando no semestre.

§ 1º – O trancamento de matrícula em uma determinada disciplina só poderá
ser concedido uma vez e, excepcionalmente, uma segunda vez, a critério do
Departamento correspondente ou da Coordenadoria de Curso quando for o
caso.
§ 2º – O trancamento será vedado para as disciplinas de matrícula inicial.
§ 3º – Excepcionalmente, a juízo da Congregação, poderá ser concedido,
uma única vez, trancamento de matrícula em todas as disciplinas, pelo
prazo máximo de 2 (dois) anos, improrrogável, sem que este prazo entre no
cômputo da integralização do currículo.

Artigo 43 – Será cancelada a matrícula quando:

I – o interessado solicitar por escrito;
Il – o aluno receber, em processo disciplinar, parecer favorável ao
cancelamento;
III – não for renovada no prazo estabelecido pela Direção da Faculdade;
IV – a aluno não tenha mais possibilidade de integralizar o currículo de
graduação no prazo máximo estabelecido pelo Projeto Pedagógico do
Curso.
Parágrafo único – Para efeito do estabelecido no inciso IV, não será
computado o período correspondente ao trancamento total de matrícula.

Seção V

Da Transferência

Artigo 44 – A transferência de aluno de curso de graduação ministrado em
outro estabelecimento de ensino superior somente será permitida obedecida
a legislação vigente e as seguintes condições:

I – existência de vagas;
II – equivalência de estudos, a juízo dos Departamentos ou Coordenadorias
de Cursos e aprovação da Congregação;
III – adaptações curriculares determinadas pelos Departamentos ou
Coordenadorias de Cursos.
§ 1º – A mudança do aluno de um para outro curso, ou de uma para outra
modalidade, ou de um turno para outro, dependerá sempre da existência de
vaga.
§ 2º – O prazo para a solicitação de transferência será fixado no calendário
escolar.

Seção VI

Da Freqüência e da Avaliação do Rendimento

Artigo 45 – É obrigatório o comparecimento do aluno às atividades
escolares programadas.

§ 1º – Cabe ao docente a responsabilidade da verificação da freqüência dos
alunos.
§ 2º – O aluno que não tiver freqüentado no mínimo 75% (setenta e cinco
por cento) das atividades programadas estará automaticamente reprovado.

Artigo 46 – Os critérios para a avaliação do rendimento escolar serão
aprovados pela Congregação da Unidade, ouvida a Câmara de Ensino, e
deverão contemplar a natureza da atividade curricular cursada, podendo
basear-se em escala de conceitos ou notas, conforme estabelecido no
Projeto Pedagógico do Curso.

§ 1º – para as atividades curriculares obrigatórias, os conceitos e notas
mínimos para aprovação representarão o que for considerado necessário
para que o aluno cumpra as atividades subseqüentes e se aproprie
minimamente dos conteúdos e abordagens da atividade;
§ 2º – para as atividades curriculares optativas, ou outras de natureza extracurricular,
poderão ser atribuídos os conceitos “suficiente” ou “insuficiente”.
§ 3º – os critérios de avaliação, bem como os programas de curso e demais
componentes curriculares e condições de oferecimento das atividades
deverão ser disponibilizados aos alunos e cumpridos integralmente, na
forma da lei.

Artigo 47 – Será considerado aprovado na atividade curricular o aluno que
tiver atingido o mínimo de freqüência e o mínimo de rendimento
estabelecidos, respeitada a legislação em vigor.

Artigos 48 – Ao final do semestre o professor deverá encaminhar à
Secretaria os resultados da avaliação do rendimento dos alunos.

Seção VII

Do Calendário Escolar

Artigo 49 – O calendário escolar será fixado por portaria do Diretor da
Faculdade, observadas as normas gerais estabelecidas pela Congregação e
aprovadas previamente pela Superintendência do CEETEPS.

Artigos 50 – O calendário escolar semestral dos cursos de graduação
compreenderá, no mínimo, 100 (cem) dias letivos, excluídos os períodos de
realização dos exames finais, quando houver.

Artigos 51 – Nenhuma disciplina encerrará suas atividades sem completar
a programação prevista em seu plano de ensino, devendo ser repostas as
aulas perdidas, por qualquer motivo.

Artigos 52 – O calendário escolar deverá prever o início e o fim das épocas
de matrícula, o prazo para recebimento de pedidos de trancamento de
matrícula em disciplinas e para solicitação de aproveitamento de estudos.

Capítulo II

Da Pesquisa

Artigo 53 – A pesquisa objetivará a busca e o aperfeiçoamento de
conhecimentos, métodos, processos e técnicas.

Artigo 54 – Os projetos de pesquisa serão aprovados pela Congregação e
desenvolvidos pela Unidade de Ensino, atendendo ao estabelecido no
Regimento do CEETEPS.

Parágrafo único – Todos os órgãos da Faculdade deverão colaborar, de
maneira efetiva, nos projetos de pesquisa aprovados.

Capítulo III

Da Extensão de Serviços à Comunidade

Artigo 55 – A Faculdade estenderá seus serviços à comunidade sob a
forma de:

I – cursos extracurriculares;
II – divulgação e transferência dos resultados das pesquisas realizadas na
Faculdade;
III – prestação de serviços inerentes aos objetivos da Faculdade;
IV – outras atividades.

Artigo 56 – A prestação de serviços deverá alcançar a comunidade ou
articular-se com outras instituições, no cumprimento de programas
específicos.

Artigo 57 – A prestação de serviços à comunidade sob a forma de
pesquisa, projetos ou apoio técnico à execução, obedecerá a normas
estabelecidas pela Congregação.

Título IV

Da Comunidade Escolar

Artigo 58 – A comunidade escolar da Faculdade é constituída pelo corpo
docente e de auxiliares de magistério, corpo discente e corpo técnico e
administrativo.

§ 1º – A contratação de docentes, auxiliares de magistério e funcionários
técnico-administrativos será fixada pelo Regimento do CEETEPS.
§ 2º – A admissão de discentes se fará por processo seletivo – vestibular ou
transferência, nos termos do presente Regimento e da legislação vigente.

Capítulo I

Do Corpo Docente e dos Auxiliares de Magistério

Seção I

Do Corpo Docente

Artigo 59 – O corpo docente da Faculdade será formado, de preferência,
por profissionais atuantes no mercado de trabalho, abrangendo:

I – Professor;
II – Professor Convidado.

Artigo 60 – As funções docentes obedecem aos princípios de integração de
atividades de ensino, pesquisa aplicada e extensão de serviços à
comunidade, compreendendo as seguintes categorias:

I – Professor Pleno;
II – Professor Associado;
III – Professor Assistente;
IV – Professor Auxiliar.
§ 1º – Por Professor Pleno, Associado e Assistente, entende-se o docente
qualificado pelo CEETEPS como especialista Profissional capaz de
transmitir sua reconhecida experiência e conhecimentos práticos e teóricos
na área de sua especialidade;
§ 2º – O Professor Auxiliar é o docente encarregado de aulas práticas,
podendo, em caráter probatório, sob a orientação de professor de categoria
superior, ministrar aulas teóricas. (Redação dada pela Retificação)
§ 3º – os requisitos necessários para a classificação em uma das categorias
previstas levarão em conta o tempo de experiência profissional do docente e
não deverão ser inferiores a 12 (doze) anos para Professor Pleno, de 7
(sete) anos para Professor Associado, de 3 (três) anos para Professor
Assistente na área da disciplina.
§ 4º – A experiência profissional deverá representar pelo menos metade do
tempo total previsto;

Artigo 61 – Para atividades em disciplinas básicas, a contratação de
professor far-se-á após a aprovação pela Congregação, atendida uma das
seguintes exigências:

I – Ser portador do título de mestre ou doutor em programa reconhecido ou
recomendado na forma da lei;
II – apresentar certificado de especialização na área da disciplina e
experiência docente ou profissional na mesma área por pelo menos 3 (três)
anos.
§ 1º – A lista das atividades básicas de todos os cursos é aprovada pelo
Conselho Deliberativo e pode ser revista a pedido da Congregação das
Unidades ou quando da aprovação de uma nova estrutura curricular de
Curso.
§ 2º – Segundo sua titulação e experiência, o docente será admitido em uma
das categorias previstas no artigo anterior, nos termos do edital aprovado
pela Congregação da Unidade.
§ 3º – Caso não haja preenchimento da vaga a partir de candidatos que
cumpram uma das exigências previstas no incisos I e II e com autorização
expressa da direção acompanhada de demonstrativo da não existência de
interessados qualificados, será admitida a contratação, por tempo
determinado, por até um ano, podendo ser prorrogado por até mais um ano,
de docente portador de título de graduação na área da disciplina,
§ 4º – A cursos de especialização, programas de mestrado e programas de
doutorado serão atribuídos tempos correspondentes a 2, 4 e 6 anos,
respectivamente, computados separadamente.

Artigo 62 – Para atividades em disciplinas profissionalizantes, a contratação
de professor far-se-á após a aprovação pela Congregação, atendida uma
das seguintes exigências:

I – Ser portador do título de mestre ou doutor em programa reconhecido ou
recomendado na forma da lei;
II – apresentar certificado de especialização na área da disciplina e
experiência profissional ou docente na mesma área por pelo menos 3 (três)
anos.
III – apresentar diploma de graduação na área da disciplina e experiência
profissional ou docente na mesma área por pelo menos 5 (cinco) anos.
§ 1º – Segundo sua titulação e experiência, o docente será admitido em uma
das categorias previstas no artigo 60, nos termos do edital do concurso
aprovado pela Congregação da Unidade;
§ 2º – No caso de docentes previstos nos Incisos II e III a experiência
profissional deverá representar pelo menos metade do tempo estabelecido.
§ 3º – A classificação dos docentes em um dos Incisos garantir-lhe-á iguais
direitos e deveres dos professores das disciplinas básicas classificados na
mesma categoria.
§ 4º – Caso não haja preenchimento da vaga a partir de candidatos que
cumpram uma das exigências previstas no incisos I e II e com autorização
expressa da direção acompanhada de demonstrativo da não existência de
interessados qualificados, será admitida a contratação de docente, por
tempo determinado de até 1 (um) ano, podendo ser prorrogado por até mais
um ano.

Artigo 63 – Profissionais de notória e reconhecida capacidade em suas
áreas específicas de atuação, a critério da Congregação, poderão ser
contratados como Professores Convidados.

Artigo 64 – O acesso, o regime .de trabalho, o sistema retribuitório e
demais normas que regem a carreira docente serão definidos nos
competentes documentos legais.

Artigo 65 – Serão atribuições do docente:

I – elaborar o cronograma de suas atividades submetendo-o à aprovação do
Departamento ou Coordenadoria de Curso;
II – ministrar o ensino das disciplinas que Ihe forem atribuídas, assegurando
o cumprimento integral dos programas e carga horária;
III – aplicar os instrumentos de avaliação e julgar o aproveitamento
apresentado pelos alunos;
IV – entregar à Secretaria os resultados das avaliações do aproveitamento
escolar nos prazos fixados;
V – observar o regime disciplinar;
VI – elaborar e executar projetos de pesquisa e de extensão de serviços à
comunidade;
VII – votar nas casos previstos neste Regimento;
VIII – participar das reuniões e trabalhos dos órgãos colegiados a que
pertencer e das comissões para as quais for designado.

Seção II

Dos auxiliares de Magistério

Artigo 66 – Para as atividades de apoio ao ensino e pesquisa, poderão ser
contratados Instrutores e Auxiliares de Docente por proposta do
Departamento ou Coordenadoria de Curso e aprovação pelo Diretor da
Faculdade.

Capítulo II

Do Corpo Técnico e Administrativo

Artigo 67 – A admissão do pessoal técnico e administrativo será feita de
acordo com o Regimento do CEETPS

Capítulo III

Do Corpo Discente

Artigo 68 – A Faculdade terá alunos regulares, especiais e ouvintes.

§ 1º – Regulares serão os alunos matriculados em cursos de graduação ou
pós-graduação, com direito a diploma, após o cumprimento dos respectivos
currículos.
§ 2º – Especiais serão os alunos matriculados, com direito e certificado,
após o cumprimento dos requisitos mínimos em:

a) curso de especialização, aperfeiçoamento, extensão ou de outra
natureza;
b) disciplinas isoladas de cursos de graduação ou de pós-graduação,
mantidas as exigências estabelecidas para alunos regulares.

§ 3º – Ouvintes serão os alunos que poderão ser admitidos desde que exista
disponibilidade de vagas, mantidas as exigências disciplinares e de
freqüência, mas não as de verificação de aproveitamento, fazendo jus ao
atestado de freqüência, quando cumpridos os mínimos estabelecidos para
alunos regulares.
§ 4º – Não é permitida, para dispensa de qualquer exigência fixada para os
cursos, a aceitação de freqüência de aluno ouvinte, quando de sua eventual
passagem à condição de aluno regular.

Artigo 69 – Os alunos regulares terão representação nos órgãos colegiados
da Faculdade, com direito a voz e voto, conforme o disposto na legislação
vigente.

Artigo 70 – Na Faculdade, poderá ser organizado o órgão de representação
discente, cuja organização, funcionamento e atribuições atenderão à
legislação em vigor.

Título V

Da Concessão de Graus, Diplomas, Certificados e Títulos Honoríficos

Capítulo I

Da Concessão de Graus e Diplomas

Artigo 71 – Após cumpridas as formalidades legais, a Faculdade expedirá
diploma correspondente ao curso concluído pelo aluno.

Capítulo II

Dos Certificados de Cursos de Especialização, Aperfeiçoamento, Extensão
Universitária e Outros

Artigo 72 – Àqueles que concluírem os cursos previstos neste capítulo
serão expedidos os respectivos certificados de conclusão.

Capítulo III

Dos Títulos Honoríficos

Artigo 73 – A Faculdade poderá conferir o título honorífico de Professor
Emérito e de Professor Honoris Causa a personalidades e autoridades
eminentes, nacionais ou estrangeiras, cuja obra tenha concorrido de
maneira efetiva para o progresso cultural e tecnológico.

§ 1º – A concessão do título honorífico será aprovada pela Congregação,
por proposta de um de seus membros e o quorum qualificado de dois terços
dos presentes.
§ 2º – A outorga do título far-se-á em sessão solene da Congregação.

Título VI

Do Regime Disciplinar

Artigo 74 – O regime disciplinar visa a assegurar, manter e preservar a boa
ordem, o respeito, os bons costumes e os preceitos morais, de forma a
garantir a harmônica convivência entre os membros da Faculdade e a
disciplina indispensável às atividades acadêmicas.

Artigo 75 – Constitui infração desobedecer aos preceitos, regulamentos,
regimentos do CEETPS e da Faculdade e outras normas internas fixadas
por autoridades competentes.

Artigo 76 – Na aplicação das penalidades serão consideradas a natureza e
a gravidade da infração.

Artigo 77 – A autoridade superior pode aplicar penalidades disciplinares de
competência das autoridades hierarquicamente subordinadas.

Capítulo I

Do Regime Disciplinar do Corpo Docente

Artigo 78 – As penas disciplinares aplicáveis aos membros do corpo
docente são:

I – repreensão;
II – suspensão;
III – dispensa por justa causa.

Artigo 79 – A competência para aplicação de penas disciplinares impostas
aos docentes será:

I – do Chefe do Departamento ou Coordenador de Curso, nos casos de
repreensão;
II – do Diretor, nos casos de suspensão;
lll – do Diretor Superintendente da CEETPS, nos casos de demissão.

Capítulo II

Do Regime Disciplinar do Corpo Técnico e Administrativo

Artigos 80 – As penas disciplinares aplicáveis aos membros do corpo
técnico e administrativo são:

I – repreensão;
II – suspensão;
III – dispensa por justa causa.

Artigos 81 – A competência para aplicação das penas disciplinares
impostas ao corpo técnico e administrativo será:

I – do Chefe imediato, nos casos de repreensão;
II – do Diretor, nos casos: de suspensão;
III – do Diretor Superintendente do CEETPS, nos casos de demissão.

Capítulo III

Do Regime Disciplinar do Corpo Discente

Artigo 82 – As penas disciplinares aplicáveis aos membros do corpo
discente são:

I – advertência verbal;
II – repreensão;
III – suspensão;
IV – desligamento.

Artigo 83 – A competência para aplicação das penas disciplinares impostas
ao corpo discente será:

I – do Professor, nos casos de advertência verbal;
II – do Chefe do Departamento ou do Coordenador de Curso, nos casos de
repreensão por escrito;
III – do Diretor, nos casos de suspensão e de desligamento.

TÍTULO VII

Disposições Gerais

Artigo 84 – Os colegiados e as comissões da Faculdade apenas poderão
funcionar com a presença da metade e mais um de seus membros, salvo
casos de terceira convocação.

§ 1º – No caso de convocações consecutivas será respeitado o intervalo
mínimo de 24 (vinte e quatro) horas.
§ 2º – As reuniões dos colegiados não são públicas, exceto as solenes.
§ 3º – As deliberações dos órgãos a que se refere este artigo serão
adotadas por maioria simples de votos, exceto os casos dispostos de modo
diferente por este Regimento e pelo Regimento do CEETPS.

Artigo 85 – Nas eleições para representação junto aos órgãos colegiados,
os representantes serão eleitos com seus respectivos suplentes.

Parágrafo único – Nas eleições previstas neste artigo não será permitido
voto por procuração.

Artigo 86 – O docente que deixar de pertencer à categoria que representa
nos colegiados da Faculdade perderá a representação para a qual foi eleito,
sendo substituído pelo suplente.

Artigo 87 – Cabe recurso das decisões:

I – das Diretores de Divisões Administrativas e de outras autoridades de
igual nível à imediatamente superior;
II – do Professor ao Chefe do Departamento ou ao Coordenador de Curso;
III – dos Chefes de Departamento ou Coordenadores de Curso ao Diretor da
Faculdade;
IV – do Diretor da Faculdade à Congregação, quando se tratar de matéria de
ensino, ou ao Diretor Superintendente, quando se tratar de matéria de
natureza administrativa;
V – da Congregação e do Diretor Superintendente ao Conselho Deliberativo.
Parágrafo único – O disposto neste artigo não se aplica às sanções de
regime disciplinar, cuja escala hierárquica está prevista neste Regimento.

Artigo 88 – O recurso será interposto pelo interessado nos prazos fixados,
contados da data da ciência da decisão a recorrer.

§ 1º – Inexistindo prazo para a interposição, este será sempre de 10 (dez)
dias, sob pena de considerada preclusa a matéria.
§ 2º – O recurso deverá ser formulado por escrito, à autoridade ou órgão de
cuja deliberação se recorre, em petição fundamentada, com as razões de
fato e de direito do pedido de nova decisão.
§ 3º – Os recursos serão sempre recebidos com efeito devolutivo, salvo
quando a autoridade recorrida julgar por bem recebê-los, também, com
efeito suspensivo.
§ 4º – A autoridade ou órgão recorrido poderá reformar a sua decisão, no
prazo de 15 (quinze) dias; se não o fizer, remeterá, nas 48 (quarenta e oito)
horas seguintes, com ou sem razões de manutenção do despacho, o
recurso à autoridade ou órgão competente, para apreciação.

Artigo 89 – A representação discente em órgãos colegiados da Faculdade
será eleita nos termos da legislação de ensino em vigor e terá mandato de 1
(um) ano.

Artigo 90 – Os professores integrantes de órgãos colegiados do CEETPS,
ou da Faculdade, ou quando designados por autoridade competente para
comissões de trabalho, se impossibilitados comprovadamente de proferirem
aulas, poderão ser substituídos sem prejuízo das respectivas remunerações.

Artigo 91 – Nas novas unidades, enquanto não se instalar a Congregação,
todas as atribuições a ela pertinente serão de competência da Comissão de
Implantação, formada por:

I – Diretor
II – Coordenador de cada um dos cursos implantados;
III – 5 (cinco) docentes do(s) curso(s) em implantação;
IV – 1 (um) representante do corpo técnico-administrativo
V – 1 (um) representante do corpo discente
VI – 1 (um) representante da comunidade local.
§ 1º – O exercício da Direção nas Unidades novas será feito por docente que
preencha os requisitos de titulação, mas com designação direta pela
Superintendência do CEETEPS;
§ 2º – Até a estruturação da Congregação e procedimento para eleição dos
dirigentes da Faculdade, a Vice-Direção será exercida pelo Coordenador do
Curso de Graduação implantado, desde que o mesmo possua o título de
Doutor e, caso isso não ocorra, pelo docente com esse título indicado pela
Comissão de Implantação;

Artigo 92 – As Comissões de Implantação deverão estruturar a nova
unidade no período máximo correspondente ao tempo de integralização de
seu primeiro curso de graduação.

§ 1º – No ano subseqüente à formatura da primeira turma, a Congregação
deverá elaborar lista tríplice para a escolha de Diretor e Vice-Diretor da
Unidade.
§ 2º – O Diretor em exercício, responsável pela implantação da nova
Unidade, poderá candidatar-se para compor a lista tríplice a ser elaborada
pela Congregação.

TÍTULO VIII

Disposições Transitórias

Artigo 1º – As atuais Unidades em Implantação terão o prazo de um ano para
adequar-se a todas as disposições previstas no presente Regimento.

§ 1º – Os atuais diretores terão seus mandatos respeitados, até a nova
indicação pela Congregação da Unidade.

Artigo 2º – Este regimento entra em vigor na data de sua aprovação pelo
Conselho Estadual de Educação do Estado de São Paulo, revogando-se os
atuais Regimentos existentes em cada uma das Faculdades de Tecnologia
do CEETEPS.

Retificação do D.O de 19-12-2006

Na Deliberação Ceeteps-7, de 15-12-2006, leia-se: Regimento Unificado das
Faculdades de Tecnologia do Centro Estadual de Educação Tecnológica
Paula Souza

Artigo 60 ……..

§ 2º O Professor Auxiliar é o docente encarregado de aulas práticas,
podendo, em caráter probatório, sob a orientação de professor de categoria
superior, ministrar aulas teóricas.

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